08/01/15

Sonhar não custa nada? - Nei Naiff

Uma pequena reflexão em início de ano, por Nei Naiff no seu blog














DIZEM que sonhar não custa nada! Bem, custa, sim! Custa tempo e energia; às vezes, perde-se horas em imaginação antes de dormir, tempo precioso para a saúde ou até para um bom e verdadeiro planejamento. Reflita: o mesmo neurônio que sonha, pode delinear sua vida!
AGORA, não confunda “sonho” com “fé” » Devemos, sim, ter esperança em algo que estamos planejando, fazendo, organizando, nem que seja (de verdade) para o ano seguinte; contudo, jamais ter fé em desejos que sequer movimentamos algum foco, direção ou labuta.
SABE aquela pessoa que há 5 ou 10 anos fala a mesma coisa? Mês após mês, ano após ano é sempre: “Meu sonho é fazer uma faculdade…”, “Meu sonho é ir a Paris…”, “Preciso aprender inglês…”, “Não tive tempo de ir ao cinema…”, “Não tive dinheiro para comprar o livro…”, “Gostaria de parar de fumar… de fazer um regime, estou gorda(o)!”
ORA, algo está errado! É impossível que em pelo menos seis meses ou um ano (se realmente desejasse com fé e esperança) não tivesse realizado ou iniciado algum “dito sonho”! Que não tivesse estudado ou procurado um emprego melhor, que não tivesse navegado pela internet para aprender inglês (de graça) ou, ainda, não se esforçado para iniciar um tratamento antitabagismo! Qual a razão de não ter deixado alguns prazeres de lado, reorganizado as finanças, economizado em meia dúzia de cervejas ou na troca do celular para atingir alguns objetivos?
DIFÍCIL, né? Então, encontramos a grande diferença entre os que planejam e os que apenas sonham: trabalho, foco, direção, energia, planejamento, reorganização, reciprocidade, poupança, luta, esforço, renúncia, erro, fracasso, redirecionamento, sacrifício, perseverança!
REALMENTE, se desejar mudar sua vida, pare de pedir ajuda aos deuses (somente agradeça a eles), pare de esperar que alguém o auxilie (tenha autoconfiança), enfim, FAÇA acontecer!
SONHAR não custa nada; mas, fazer, sim, custa muito sacrifício!
Baseado no livro MAPA DA VIDA, Nei Naiff, editora BestSeller, lançamento previsto para maio de 2015.

 http://neinaiff.tumblr.com/

18/09/14

Rachel Pollack e a Tribo Brilhante



"Ao olhar para a introdução do livro que acompanha o meu baralho, The Shining Tribe,  recordei o mito original que criei para o baralho e para o Tarot em geral. Não reivindico a exactidão desta história. É exactamente isso, uma história. Mas espero realmente que transmita algo importante sobre o Tarot e a forma como fazer leituras nos liga ao mundo espiritual e entre cada um de nós.
Aqui fica a história, citada do livro do Shinning Tribe Tarot."
- Rachel Pollack

Os povos ancestrais entendiam os Espiritos como sendo sete figuras brilhantes de luz dourada e escuridão reluzente. Apareciam aos mais anciãos dos ancestrais de todo o mundo e eram conhecidos como Tribo Brilhante - Shinning Tribe.

Podiam ser vistos emergindo das paredes das cavernas à noite, ou no céu onde brilhavam mais que as estrelas.
Ajudavam os humanos a entender o fogo, e que plantas comer, e como fazer ferramentas, e como tirar a pele aos animais que caçavam.
A sua maior dádiva era quando tocavam certas pessoas com o poder de ver e entender o mundo como um desfile de imagens e histórias. Inspiradas pela Shinning Tribe, as pessoas começaram a pintar na pedra e nas paredes das cavernas magníficos touros e cavalos, seres brilhantes com cabeças de pura luz, mulheres com cabeça de ave, e até símbolos abstractos que levariam sabedoria às novas gerações.
Aqueles a quem os Espiritos haviam tocado carregavam o brilho das palavras e do conhecimento. Tornaram-se "visores" e "jornadores" e brilhavam com verdade. Apesar de não deixarem as suas familias, tornaram-se também parte da Shinning Tribe.

Muitos séculos passaram. As imagens originais, outrora vivas, endureceram em doutrinas e regras rígidas. O se brilho foi escoado. Os Espiritos decidiram dar às imagens um novo caminho, que preservasse a sua pureza e que ao mesmo tempo permitissem que as pessoas mergulhassem mais profundamente nelas.

Chegaram a humanos criativos durante o sono e sopraram o seu esplendor nos sonhos dos humanos.
Inspirados, esses seres humanos pegaram em antigas imagens de diversas origens e colocaram-nas em cartas.
Podia fazer-se muitas coisas com as cartas - jogar, ensinar, memorizar informação, codificar ideias, contar histórias, aprender sobre as próprias estruturas da existência e até prever o futuro. Mas acima de tudo, podiam usar-se como portais para os próprios Espiritos.
E nunca podiam ser deturpados, porque os Espiritos inspiraram pessoas em diferentes lugares e diferentes épocas, para que não houvesse nenhum conjunto de imagens com doutrinas absolutas, e não importa quantas pessoas estabelecessem teorias sobre as cartas e os seus significados, as próprias imagens iriam sempre dançar para longe disso, prontas para aceitar a pessoa seguinte, com uma aproximação de abertura e amor pelas imagens.
Aqueles que usem as cartas para entrar no mundo sagrado recebem o esplendor dos Espiritos. Eles próprios se tornarão a Shinning Tribe dos adivinhos.
Este baralho é o meu pequeno contributo a essa tribo, através de todas as suas gerações e em todas as culturas.


texto original em http://rachelpollack.wordpress.com/

27/08/14



"The Tarot is merely one tool among many that allows us to travel through the labyrinth of what makes us human"



- O Tarot é apenas uma ferramenta entre muitas que nos permite viajar através do labirinto daquilo que nos torna humanos



Trish MacGregor and Phyllis Vega, The Power Tarot

29/06/14

O Imperador

No baralho Morgan-Greer, o Imperador aparece sentado num trono ao ar livre. O ambiente em volta é estéril e rígido. Reflecte a esterilidade do mundo masculino, baseado somente no poder da mente, excluindo os atributos femininos representados pela Imperatriz.
Tem uma coroa com uma águia dourada que pode ligá-lo ao deus grego Zeus, conhecido como pai de todos os deuses. A águia aparece novamente no trono e também como símbolo do espírito purificado através do autocontrolo e da força de vontade.
Este Imperador tem vestido, por cima da armadura, uma manto luxuoso com fecho dourado, sugerindo que as riquezas materiais podem esconder a força e a vontade interiores.
A energia do Imperador é dinâmica e impetuosa.
O numero 4 simboliza solidez e organização concreta e formal.


- Juliet Sharman Burke, in "Os Segredos do Tarot"

12/03/14

Um exemplo na interpretação das cartas


Numa leitura, devemos interpretar a combinação das cartas entre si, perspectivando a sua relação, tal como no guião de uma história. Qual é a tensão existente? Quem são os protagonistas? Que elementos estão em jogo? Qual é a conclusão provável?

Neste exemplo, Janice, que trabalhava como publicitária numa editora, queria saber quais seriam as
perspectivas sobre deixar o seu trabalho e mudar de cidade par voltar a estudar.
Tirou quatro cartas: A Imperatriz, Morte, O Mundo e Os Enamorados.


- a primeira carta, o centro da questão, indicava que a altura para essa decisão era propícia e fértil. Era algo que ela precisava para alimentar alguns aspectos de si mesma;
- a carta da Morte, referente àquilo que precisava de saber sobre o assunto, indicava que, se ela deixasse o seu emprego, iria pôr um ponto final nessa etapa da sua vida e provavelmente na sua carreira como publicitária. E não estava totalmente convencida de que era isso que queria fazer.
- Independentemente da sua decisão, ela tinha pela frente o Mundo. Caso ficasse, poderia significar uma promoção e um aumento. Se decidisse sair, isso significaria que novas portar se abririam para ela, trazendo novas oportunidade de trabalho e contactos sociais, com resultados extremamente positivos.
- a última carta, os Enamorados, era a conclusão, o resultado. Dado que não estava emocionalmente envolvida com ninguem, esta carta parecia significar que, em última análise, tudo se resumia a uma escolha interior: ficar ou ir embora.

Oito meses depois desta leitura, ela continuava na editora. Mas tinha sido promovida e estava a adorar cada momento da sua vida profissional.


in "Power Tarot", Trish MacGregor e Phullys Vega




10/02/14

In Memoriam Arthur E. Waite

A 2 de outubro de 1857 nascia o "pai" do baralho Rider Waite.
Escritor, filósofo, estudioso nos campos da religião, esoterismo e maçonaria, os seus trabalhos são, até hoje, considerados notáveis e de extrema importância. Arthur Edward Waite foi membro activo da Golden Dawn - Aurora Dourada, grupo ocultista que reuniu diversos nomes notáveis da sociedade britanica da época. Escreveu mais de setenta livros, palestras e contribuições para jornais e revistas mas o seu legado mais duradouro será, sem dúvida, o baralho que concebeu ao lado de Pamela Colman Smith, o baralho Rider Waite.

Waite faleceu a 19 de maio de 1943 e foi sepultado no cemitério de Bishopsbourne em Kent, localidade onde passou a maior parte de seus últimos anos.
No seu túmulo estão inscritas as palavras "Est Una Sola Res".
O próprio Waite explicou o seu entendimento sobre esta frase no seu livro "The Hidden Church of The Holy Grail", publicado no mesmo ano em que foi lançado o seu baralho de Tarot.

"No dominio da Tradição Secreta as iniciações são muitas e tantas são também as escolas de pensamento, mas aquelas que são verdadeiras escolas e aquelas que são as grandes ordens derivam de uma mesma raiz. Est una sola res, e aquelas cujo coração de comtemplação se detem nesta única coisa podem divergir mas nunca andam muito afastadas... ".
Segue-se o texto original:
“Within the domain of the Secret Tradition the initiations are many and so are the schools of thought, but those which are true schools and those which are high orders issue from one root. Est una sola res, and they whose heart of contemplation is fixed upon this one thing may differ but can never be far apart. . . . I know not what systems of the æons may intervene between that which is imperishable within us and the union wherein the universe will in fine repose at the centre. But I know that the great systems . . . do not pass away, because that which was from the beginning is now and ever shall be–is one motive, one aspiration, one term of thought remaining, as if in the stillness of an everlasting present. We really understand one another, and our terms are terms over which our collective aspirations are united world without end.”



16/07/13

Tarot e Meditação


"- Pode Usar-se o Tarot para ajudar na meditação?

- Sim, podem-se usar as cartas como um ponto de focagem para um trabalho geral de devaneio guiado, ou ainda como um ponto de focagem para se ser guiado para uma situação particular. Por exemplo, se estiver perante um dilema num relacionamento ou numa decisão a tomar, tente concentrar-se n' Os Enamorados. Se estiver a debater-se com uma depressão ou ansiedade, tente reflectir na Lua. Se precisar de boa disposição e optimismo, comtemple o Sol. (...)


Ao iniciar a meditação, pegue na carta com que quer trabalhar e olhe-a atentamente. Deixe que as cores e as imagens se gravem tão profundamente na sua mente que até com os olhos fechados a imagem seja tão nítida como com eles abertos. Assim que conseguir visualizar a carta claramente com os olhos fechados, deixe correr a imaginação. Deixe que a carta se torne tridimensional e, se houver uma figura, tente manter uma conversa com ela. Faça perguntas, escute as respostas e imagine a cena em geral. Quando tiver terminado, encerre o exercício de forma correcta, deixando que a figura regresse à imagem bidimensional da carta e nessa altura abra os olhos.
A seguir tome notas sobre a conversa e ateja atento a todos os sentimentos que surgiram durante o encontro imaginário.
Mantenha um diário ou um registo de todos os exercícios de fantasia que fizer, comparando as experiências co cartas diferentes. Se fizer este exercício cuidadosamente com cada carta, constituirá gradualmente um catálogo pessoal de grande valor."


in O Segredos do Tarot - O seu destino na leitura das cartas, de Juliet Sharman Burke
A autora é também criadora do Tarot Mitológico, com Liz Green e do Tarot Sharman-Caseli, com Giovanni Caseli

03/06/13

Os Chakras e o Tarot

Um lançamento baseado nos Chakras pode ser inspirador, principalmente como fonte de auto conhecimento. Poderá agradar principalmente a estudantes/praticantes de Yoga ou disciplinas ligadas à Ayurveda, um sistema medicinal praticado na India há milhares de anos. A filosofia cultural hindu inclui o conhecimento dos sete Chakras, cada um associado a um centro energético do nosso corpo.
No Tarot, o lançamento dos Chakras é composto, como não podia deixar de ser, por sete cartas, cada uma com o significado que se segue:

7. Inspiração: abrir a mente para receber a essência divina;

6. Visão: visualizar os seus objectivos mais elevados;

5. Comunicação: falar com sabedoria;

4. Amor: partilhar sentimentos de compaixão;

3. Poder Pessoal: encontrar força interior;

2. Sexo e Criatividade: expressar a si mesmo;

1. Sobrevivência, Raiz: manter os pés na terra;


O primeiro chakra, localizado na base da coluna (sacro) está relacionado com instintos básicos e de sobrevivência. Quando estes assuntos estão resolvidos, segue-se a procriação, através do segundo chakra, localizado na área genital e que canaliza energia sexual e criativa.
O terceiro chakra, localizado no plexo solar (zona do umbigo), representa poder, força interior e a procura de conquistas materiais. A maioria das pessoas, dominadas pela sua existência mundana, estão centradas nestes três chakras.
É o quarto chakra, central do coração, amor, carinho e compaixão, que faz a introdução ao transcendente e à espiritualidade. Símbolo sagrado em várias religiões e disciplinas espirituais que preconizam a vivência através do coração. Ex: "ama aos outros como a ti mesmo".
Acima do coração encontramos o quinto chakra, localizado junto à garganta, também chamado chakra laríngeo e está associado ao poder da comunicação e linguagem curativa.

O sexto chakra, também chamado "Terceira Visão" ou chakra frontal está situado entre as sobrancelhas. A sua energia relaciona-se com visão criativa e clarividência.
A inspiração chega-nos através do sétimo chakra, na coroa no topo da cabeça. No mundo actual, muitos de nós temos este chakra "fechado" para evitar o excesso de estímulos externos mas num ambiente calmo e tranquilo com ajuda de meditação é possível abrir o sétimo chakra para receber orientação e paz espiritual.
Trabalhar com o Tarot eleva-nos acima dos três chakras, centrando-nos no coração e ultrapassando a energia mundana. A um nível metafísico, o trabalho com a magia das cartas de Tarot pode abrir o sétimo chakra, da inspiração divina e o sexto chakra, da visão criativa. A combinação com a comunicação do quinto chakra e a compassividade do quarto chakra, cria uma alquimia verdadeiramente curativa na interpretação do Tarot.



Inspired by Susan Levitt, in "Introduction to Tarot"

13/04/13

Desenvolver ideias

Imagens do baralho Lord of The Rings - Senhor dos Aneis
fonte: Aeclectic Tarot


Uma das melhores coisas em relação ao Tarot é que, por muita práctica que se tenha, há sempre mais para aprender... E isso é a melhor maneira de "refrescar" as leituras.
Aprender algo novo implica pesquisa, ler livros, processar informação, experimentar e aplicar conhecimentos. É preciso tempo e dedicação.
Mas o resultado é gratificante e serve de motivação para avançar ainda mais, para além de ser benéfico para os consulentes.

Os Arcanos Maiores são muitas vezes referenciados como uma viagem épica, "The Hero's Journey". Pensar nas cartas como histórias ou episódios pode ser uma ajuda valiosa para entender o seu significado. Relacionar o Tarot com figuras mitológicas, filmes, livros ou até séries de televisão é uma forma de criar um conjunto de relações e ligações que abrem um leque de possibilidades, além de ser muito divertido. E quem sabe não nasce um projecto para um novo baralho, tal como muitos outros baseados nesta ideia.

inspired by Barbara Moore at Llewelyn's News


11/09/12

O Jardim do Tarot


Localizado na Toscânia, em Itália, é o resultado do sonho de Niki de Saint Phalle, artista francesa que criou enormes e coloridas esculturas representativas dos Arcanos Maiores do Tarot.
O projecto começou a tomar forma nos anos 70 e só abriu ao público em Maio de 1998.



http://www.nikidesaintphalle.com/

25/05/12

25 de Maio - Dia Mundial do Tarot


O Tarot pode ser encarado com uma arte maior, um legado de sabedoria ancestral que deve ser partilhado.
Quem sente o Tarot assim é verdadeiramente um instrumento para o bem comum.


Abraço quem vive o Tarot!


*imagem de Ciro Marchetti, "Legacy of the Divine Tarot"

16/05/12

Quando o Tarot se cruza com a arte dramática...



"Cisne redondo no rio,
olho de alta catedral,
aurora falsa nas folhas
sou; não podem escapar.
Quem se esconde? Quem soluça
no vale, entre os matagais?"


Essa "aurora falsa" de uma lua ávida e omnipresente, que Garcia Lorca tão bem descreve em  "As Bodas de Sangue", poderá ser um desejo reprimido, uma vontade inconsciente, um segredo bem guardado...

Créditos:
Fernando Landeira, Rafaela Graça e Américo Ribeiro, para uma visão de Ana Vitória

11/01/12

Tarot Lisboa



O Tarot e a cidade de Lisboa inspiraram dois artistas... e o resultado está patente ao público até 4 de fevereiro.
As obras podem ser adquiridas também em forma de baralho, com 22 cartas representando os Arcanos Maiores, e que irão ser utilizados em acções promocionais da cidade de Lisboa.



Ver mais informações aqui

12/11/10

Rachel Pollack em Lisboa


Estar com Rachel Pollack é algo único. Comunicativa e bem disposta, senhora de uma sabedoria ímpar, Rachel fez as delícias tanto de quem assistiu ao workshop como de quem teve oportunidade de privar em momentos descontraídos com esta grande senhora do mundo do Tarot.


Esta é a carta que criou para o baralho de João Caldeira, o Tarot Interminável e que foi entregue também a todos os participantes.
A minha teve uma pequena dedicatória pessoal:
"Live life with joy and discovery"








12/10/10

Resposta de Mestre


Comentário:

"- Não estou interessado em Tarot, quero é saber do aqui e agora, o presente que se vive agora. Adoro o Zen!"

Resposta de Mestre:
"- É muito curioso o seu comentário visto o Tarot ter tantas abordagens, como aliás acontece com as terapias, as disciplinas herméticas... Há também quem trabalhe com o Tarot no aqui e agora e quem o faça com uma abordagem Zen. Um exemplo será... o do Osho que criou 2 baralhos, um deles o Osho Zen Tarot.Portanto, se gosta de ter uma perspectiva global, completa, direi mesmo integrada da vida, o Tarot está lá para si. E como o Tarot não é propriedade de ninguém, ele está lá também para beneficiar da sua abordagem."

10/06/10

A Morte é uma etapa


Morte é uma etapa no ciclo da vida. Sem Morte não haveria espaço para novas coisas crescerem. Nada há a recear. Morte é apenas uma indicação de que uma transformação ou mudança está prestes a acontecer. Morte permite-nos evoluir, afastando tudo aquilo que já não é necessário.
O fim de um ciclo abre caminho para outro.
Comportamentos e padrões antigos que nos amarravam são libertados. Morte arruma a casa para não termos perdas desnecessárias de energia.
Na destruição impiedosa de Morte encontramos compaixão.

07/06/10

Outras formas de Tarot



Os princípios do Tarot podem também ser aplicados de forma divertida e não menos útil e interessante.

O Tarot de Morgan, não sendo nem de perto relacionado com o Tarot clássico pode ser uma lufada de ar fresco em momentos de impasse.
Para além do baralho, o site (em inglês) permite vários lançamentos e respectiva interpretação.


Resolvi experimentar, porque estou a passar uma fase difícil e o resultado foi este:




- Não é aquilo que fazes que conta mas sim... onde tens a cabeça!

"
Emoções e sentimentos negativos são inúteis em si mesmos. Atitudes negatives podem tornar-se positivas se tomarmos consciência de que não são os actos em si que têm valor mas sim aquilo que sentimos. Isto não significa que as acções são independentes dos sentimentos. Acções prejudiciais geram negatividade.

Em geral, uma atitude positiva traz resultados mais favoráveis, e desde que consigas ser objectivo, as circunstâncias não trarão ansiedade nem depressão. Tens a capacidade de eliminar sentimentos negativos e transformá-los em positivos."

The Morgan´s Tarot
por Morgan Robbins
ilustrações por Darshan Chorpash Zenith



01/06/10

Tarot e Literatura


O simbolismo do Tarot através dos clássicos da literatura.
Para melhor entender mitos e símbolos, ler "Memories, Dreams and Reflections, de Carl Jung. De seguida ler alguns clássicos da literatura e grandes romances para entender os arquétipos do Tarot. Estes arquétipos ganham vida através das personagens literárias.

Uma das cartas que os estudantes e clientes de Tarot têm mais difuculdade em entender é O Pendurado. O romance "Quando tudo se desmorona" do nigeriano Chinua Achebe explica as várias perspectivas d'O Pendurado.
Para entender a Rainha de Espadas, ler "The Queen of Spades," de Pushkin. É talvez um dos melhores contos da literatura mundial, que pode ser encontrado em "The Complete Prose Tales" de Alexandr Sergeyevitch Pushkin.
Para entender as subtilezas do naipe de Copas dos Arcanos Menores, ler o "Diario", de Anais Nin.

Ao estudar os clássicos, encontramos os arquétipos dos Arcanos Maiores escondidos em cada página. Poderia um dos aspectos d'O Mago estar à espreita no romance de Oscar Wilde "O Retrato de Dorian Gray"? Será A Torre a carta de "Frankenstein", de Mary Shelley? Se realmente o lermos, descobriremos um clássico do romantismo mais adequado à carta dos Enamorados que à Torre. É óbvio qual foi o arquétipo de Tarot que inspirou Leo Tolstoy no seu conto "The Three Hermits."
Ler colecções de contos também é interessante, como Best Short Stories by Guy de Maupassant. Cada estória de Maupassant pode relacionar-se com uma carta de Tarot. Tente fazer corresponder cada estória a uma carta. O autor moderno italiano Italo Calvino fez isso mesmo em The Castle of Crossed Destinies. Ilustrou este livro com dois baralhos medievais de Tarot para criar os seus contos.

Ao descobrir os clássicos encontramos arquétipos escondidos à medida que lemos cada um deles.
Inspired by Susan Levitt

13/05/10

Lançamento da Cruz Céltica


O lançamento da Cruz Céltica é talvez um dos mais populares e utilizados por praticantes de Tarot em todo o mundo.
Mas, afinal, a que se deve o nome deste lançamento?
Em termos históricos, a Cruz Céltica está intimamente ligada ao baralho Rider Waite Smith, criado por membros da sociedade hermética The Golden Dawn, fundada em Londres em 1888.
É nos seus arquivos que se encontram as primeiras referências escritas e publicadas sobre este lançamento, frequentemente associado a A. E. Waite e por ele indicado.
Waite refere um “antigo método de adivinhação celta utilizado no passado e agora revelado” mas este período de tempo não ultrapassaria os 15 ou 20 anos no máximo.
À época da Golden Dawn, vivia-se um interesse crescente pela cultura celta, partilhado entre os notáveis da Ordem e demonstrado num dos livros talvez menos conhecidos de Waite, “The Quest of the Golden Stairs”, de 1927.

Nas suas pesquisas, Marcus Katz encontrou, nos arquivos da Golden Dawn, em Londres, uma versão manuscrita do lançamento. Um manuscrito de “Book T”, uma espécie de bíblia do tarot da ordem. Era uma das cópias feitas por F.L. Garder, um dos seus membros mais activos. O esquema desenhado tem a seguinte transcrição:



"Another Method of Divination

You place the card corresponding to yourself in the middle and after shuffling well and

cutting three times you place the top card on yourself and proceed as follows:

1st Covered

2nd Crossed (i.e. across yourself)

3rd Crowned (i.e. above all)

4th Underfoot (i.e. beneath all)

5th looking from (i.e. on your right as you face the figure)

6th Looking to (i.e. on your left as you face the figure)

7th Represents yourself

8th Represents your House

9th Represents your hopes and fears

10th Represents what turns up"



Conclusão: este célebre lançamento não é nem ancestral, nem celta, nem verdadeiramente uma cruz. Terá sido, provavelmente "desenhado" em Londres, entre 1895-97, pelo bibliófilo e livreiro F. L. Gardner, membro da Golden Dawn, ex-Teólogo e Maçom.

Foi concebido como um método mais rápido do que o demorado método "Opening of the Key" ensinado pela Ordem e originalmente chamado de "Gipsy Method" .

Foi publicado por E. A. Waite em 1910, provavelmente seguindo as suas tendências de revivalismo celta, acrescentando posteriormente a palavra "cruz" para o título, talvez por sugestão de Yeats, para quem o símbolo de uma cruz celta tinha um significado particular.

Waite não tinha particular interesse no símbolo - preferindo o conceito de "Rosa Cruz" - e nem sequer tinha muito interesse no uso do Tarot como arte divinatória, como testemunha o seu segundo - e geralmente desconhecido - baralho de Tarot.





- inspired by Marcus Katz, "The origins of the Celtic Cross", Tarosophist International, spring 2009